Advertência

A Esquizofrenia Cor de Rosa é um espaço onde são despejados pensamentos, o mais inalterados possível da sua forma primordial. Não se pretende aqui construir um "cantinho" de discussão científica, filosófica, religiosa, histórica ou de qualquer outra índole. A realidade dança o tango com a ficção; o senso comum luta com a ciência, numa batalha onde ninguém sairá vencedor. Cabe-lhe a si, leitor, interpretar da maneira que lhe aprouver. Sinta-se livre para comentar, criticar ou lançar sugestões!

domingo, abril 18, 2010

O Amor

Se há algo que sempre repudiei com toda a minha essência é o amor. Não o sentimento na sua forma pura, como o que sentimos pelos nossos pais, por exemplo. Mas sim aquele amor fútil que se vê nas ruas, nos shoppings, no cinema, no metro... Enfim, por todo o lado. 

Parece que está na moda ser-se comprometido. Acho que isso começou com o hi5. O pessoal gosta de ter namorado para andar a mostrar ao mundo que não está sozinho. Outros dão-me a sensação que só querem namorar para terem alguém com quem dar quecas regularmente e poder pegar no telemóvel para enviar sms quando não têm mais nada que fazer.

Não sei porque raio isto acontece, mas há um fenómeno mais ou menos global de atracção entre raparigas de metro e meio, donas de um traseiro que se fosse uma torrada, teriam que barrar a manteiga com um remo e rapazes de quase dois metros com um nariz que lhes permite fumar enquanto tomam banho, que, se não sofrem de hipertiroidismo, aquilo é anorexia ou outra disfunção qualquer. Acredito que se a ciência ainda não arranjou explicação, centenas de psicólogos e antropologistas em todo o mundo estão a trabalhar no sentido de descobrir a causa desta epidemia.

Desconfio que este tipo de sensação é uma espécie de doença, assemelhando-se a uma gripe. Gripe esta, onde a febre se traduzirá na atracção pelo outro ser, a dor de cabeça reflecte-se no desejo incontrolável de acariciar o parceiro, e os espirros e as secreções nasais se manifestarão na troca de fluidos e micróbios a que o povo chamam vulgarmente de beijos. ...Ou então sou eu que me sinto "engripada" sempre que vejo os casais a fazer estas figuras à minha frente.

E agora dizem vocês: "Estás para aí a falar mas qualquer dia acontece-te o mesmo". E sim, está a acontecer precisamente neste momento da minha vida. Uma vez que a minha opinião acerca dos casais não mudou, imaginem como me sinto com a minha própria pessoa! Acordo feliz, rio-me sempre que pego no telemóvel, tenho a minha destreza intelectual constantemente bloqueada com pensamentos idiotas... E aquela vontade  ridícula de sorrir que não consigo domar nem por nada está a dar-me cabo do juízo. Pelo amor de Deus, senhores cientistas: encontrai uma cura para esta condição! A meu ver, ela situar-se-á logo a seguir à SIDA e ao cancro numa lista de prioridades da ciência médica.

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