Não consegui conter-me. Apesar de saber que estava a "fazer queixinhas" a um mero mensageiro, ripostei, com uma tremenda lata, revestida de 2/3 de pertinência e 1/3 de charme (pelo menos na minha cabeça foi assim que saiu):
"Já que nos fazem comer 15 minutos de publicidade, ao menos deixam-nos entretidos a ver revistas." (A parte do charme seria impossível de reproduzir, obviamente.)
E o rapaz ainda completou o meu raciocínio, dizendo que trailers uma pessoa ainda vê... Agora, para ver publicidade todos temos uma tv em casa.
Hoje temos imagem em HD, dolby surround, legendas brancas em vez das amarelas (que são horrendas, na minha opinião - amarelo não é a minha cor) e cadeiras ligeiramente mais confortáveis. Mas digo-vos com toda a honestidade que trocava toda esta paneleirice pelos velhos cinemas Castello Lopes. Uma sala, três filmes que passavam alternadamente e cadeiras que davam tanto apoio às costas como um puff dos chineses (porque se eles fazem bandeiras portuguesas, também hão-de fazer puffs manhosos).
Além disso, as pessoas agora atendem telemóveis em pleno decurso do filme; usam perfumes do estilo do trolha quando vai à missa em doses que devem contribuir em 30% para a destruição da camada de ozono e ainda não aprenderam a mastigar a porcaria das pipocas com a boca fechada.
Há coisas que nunca mudam... Mas são só as más.
